A reclamação de links continua a ser uma das rotinas de SEO mais úteis em 2026 porque trabalha com valor que já foi conquistado. Em vez de procurar backlinks do zero, identifica links que antes apontavam para o seu site (ou que deveriam apontar) e corrige o que deixou de funcionar. Isto pode incluir URLs quebrados, alterações após migrações, redirecionamentos mal implementados ou menções ao seu nome sem um link clicável. Na prática, é um processo rápido, mensurável e, muitas vezes, mais eficiente do que campanhas tradicionais de link building.
Em 2026, a reclamação de links concentra-se sobretudo em duas frentes: recuperar backlinks perdidos e transformar menções sem link em links editoriais. Um backlink perdido é um link que existia e foi removido, alterado ou ficou inutilizável porque o destino deixou de estar acessível. Uma menção sem link acontece quando um site cita a sua marca, produto ou organização, mas não inclui um link, mesmo quando isso faria sentido para o leitor.
Estes casos tornaram-se mais frequentes porque os sites actualizam conteúdos com maior regularidade. Editores revêm listas, renovam páginas antigas, reestruturam secções e ajustam referências externas. Nesse processo, muitos links são apagados ou substituídos sem verificação rigorosa do destino. Para equipas de SEO, isso cria perdas graduais de autoridade que podem passar despercebidas se não houver monitorização contínua.
A reclamação de links também é relevante por ser, em geral, uma tarefa de menor fricção. Não está a pedir a inclusão de um link novo por motivos promocionais. Está a solicitar uma correcção, uma actualização ou o restauro de uma referência que melhora a utilidade do conteúdo. Isso tende a ser visto como algo editorialmente aceitável, desde que o seu pedido seja factual e baseado na experiência do utilizador.
Uma das causas mais comuns é técnica: páginas são movidas, removidas ou renomeadas, e URLs antigos começam a devolver erros 404. Mesmo quando existem redirecionamentos, podem estar mal configurados, com cadeias longas, saltos desnecessários ou loops. Quando um editor encontra um link quebrado, muitas vezes remove-o em vez de pedir uma alternativa.
Outra razão frequente é a limpeza editorial. Muitos sites revêem conteúdos antigos e retiram fontes que consideram desactualizadas, substituindo-as por referências mais recentes. Isto é particularmente comum em áreas como finanças, software, viagens, saúde e iGaming, onde a informação muda rapidamente. Se a sua página já não corresponder ao contexto do artigo, o link pode ser removido sem aviso.
Por fim, um link pode tornar-se menos útil devido a alterações nos sinais técnicos da sua página. Por exemplo, o URL pode estar acessível, mas bloqueado por regras no robots, marcado como noindex, ou com canonical a apontar para outra página. Nestes casos, o backlink pode até existir, mas deixar de contribuir como antes porque o destino deixou de ser tratado como alvo indexável e estável.
O primeiro passo é fazer verificações de perda de links com ferramentas de backlinks e dados do Google Search Console. As ferramentas de backlinks ajudam a detectar remoções, alterações de URL e páginas de referência perdidas; o Search Console permite ver quais as páginas que ainda são reconhecidas como fonte de links. Em 2026, é normal combinar pelo menos duas fontes, porque cada uma tem cobertura e frequência de rastreio diferentes.
Para menções sem link, ferramentas de monitorização de marca e pesquisas avançadas continuam a funcionar muito bem. Pode acompanhar variações do nome da marca, nomes de produtos e figuras-chave, e depois rever páginas onde é mencionado sem ligação. O método torna-se mais eficiente quando prioriza páginas com boa reputação, tráfego estável e tema realmente relacionado com o seu conteúdo.
Para manter o processo sustentável, muitas equipas definem um ritmo fixo: verificações semanais para páginas prioritárias e auditorias mensais mais amplas. Assim, a perda de links não se acumula silenciosamente. O objectivo não é recuperar tudo, mas proteger os links que afectam autoridade, tráfego e conversões de forma clara.
Nem todo o link perdido vale o esforço. Antes de iniciar o contacto, confirme se a página de referência ainda está indexada, se tem algum tráfego e se existe relevância temática real. Um link vindo de uma página desindexada, fortemente reescrita ou sem valor dificilmente justificará tempo e acompanhamento.
Também é essencial verificar se o seu destino ainda merece aquele link. Se o recurso original está desactualizado, fraco ou já não corresponde à intenção do artigo, a probabilidade de aceitação diminui. Nesses casos, pode ser melhor sugerir um conteúdo actualizado no seu site ou criar uma página substituta que cumpra a mesma função do recurso antigo.
No caso das menções sem link, a qualificação é ainda mais importante. Se a menção está num artigo, entrevista, lista, estudo de caso ou guia onde um link ajudaria o leitor, a taxa de sucesso costuma ser maior. Se estiver em comentários, fóruns ou conteúdos de baixa qualidade, o valor tende a ser reduzido e o risco pode não compensar.

Depois de ter uma lista qualificada, a reclamação de links passa a ser uma combinação de comunicação e reparação técnica. A parte técnica deve vir primeiro: garanta que o URL de destino funciona, devolve um estado 200 limpo e mantém um canonical consistente. Se a página mudou, implemente um redirecionamento 301 directo para a página mais adequada, evitando cadeias de redirecionamento que prejudicam rastreio e experiência do utilizador.
No contacto com editores, o pedido deve ser curto, objectivo e útil. Indique o link quebrado ou a ausência de link, forneça o URL correcto e explique brevemente como a actualização melhora o artigo para o leitor. Em 2026, mensagens simples e não promocionais costumam gerar respostas mais rápidas, sobretudo quando o pedido parece uma correcção editorial.
O acompanhamento e o registo são fundamentais. Cada link recuperado deve ser documentado com o URL de referência, dados de contacto, estado e resultado final. Isto ajuda a medir a taxa de sucesso, identificar quais os sites mais receptivos e perceber que tipos de pedidos funcionam melhor. Com o tempo, a reclamação de links deixa de ser um “apagar fogos” e passa a ser manutenção previsível.
O KPI mais directo é o número de páginas e domínios recuperados, mas a métrica mais útil é o impacto em rankings, tráfego orgânico para as páginas de destino e conversões. Poucos links recuperados com boa relevância e autoridade podem valer mais do que dezenas de restaurações com baixo impacto.
Também deve monitorizar a estabilidade técnica do seu site. Se perder links repetidamente após actualizações, trate isso como um problema de processo. Reforce checklists de migração, proteja páginas com muitos backlinks contra remoção e mantenha um documento de mapeamento de URLs para garantir consistência ao longo do tempo.
Por fim, a reclamação de links funciona melhor quando é combinada com monitorização activa de menções de marca. Quando detecta menções sem link rapidamente, o contacto tem maior probabilidade de sucesso porque o conteúdo ainda está recente e o editor tende a estar mais disponível. Para muitos sites, uma revisão mensal de menções e uma verificação semanal de links perdidos já reduz de forma significativa o desgaste de links em 2026.